sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Angústia Matutina

A noite então vai embora
ela não some no horizonte
desintegra suave no ar
quando percebo, lá está a luz
o sol, já incomodando por detrás do horizonte
Escuridão, apaixonante breu
nas trevas faz de mim um rei
torna meu olhar confortável
nestas suas estrelas oscilantes
o céu noturno, abençoada visão
Calo-me sempre que vejo aquela luz
que vem de leste, me visitar
quando penso nela, tão distante
me conforto, sei que não estou sozinho
lá ela arde em energia, só pra mim
ninguém a repara na vasta capa negra
cheia de companheiras, mas ela lá está
sobre o meu olhar, na minha cama
e insisto em não tirar os olhos
até ela cruzar meu pequeno céu
Então os pássaros cantam, aos poucos
e o silêncio vai embora
o azul celeste força sua entrada
e a minha querida vai para oeste, brilhando, sempre!
preciso dormir, não vale a pena, viver este dia sem ela...
Amanhã vejo-a novamente, admirando-a a noite inteira...

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