
Uma breve introdução a respeito da teoria do "inconsciente coletivo", adaptada mediante experiências e conclusões minhas, perante o meu estudo pessoal sobre o assunto.
No decorrer de milênios vimos civilizações nascerem, se adaptarem e sucumbirem sob o manto subjetivo de ícones ora mitológicos, e por vezes somente alegorias representantes de quesitos notáveis para uma vivência plena evolutiva. Por outro lado, também temos no histórico humano acontecimentos verídicos que marcaram nossa linha do tempo, estes catalogados por diversas sociedades, ainda que sujeitos à interpretações das autoridades e força maior atuante; No subsolo vívido destes, mas não menos importante, temos a resultante, o produto de uma fórmula grotesca e complexa da conseqüência de nossa experiência no mundo. A consciência vive durante o dia, durante nosso período de conciliação entre emissão e recepção de dados por meio dos nossos 5 sentidos. O escape dessa troca de experiências, se dá por meio da absolvição permanente de milhares de sentimentos temporários, criando assim a estrutura básica da interpretação pessoal.
Se observarmos com atenção tal raciocínio, tal interpretação se auto-alimenta desse elemento psíquico para a formulação da estrutura de reconhecimento prévio das conseqüências causadas ao nosso corpo em um todo. Sendo tais conseqüências filtradas pelo subproduto do ego, o que eu chamo, pessoalmente, de "conexão natural inconsciente".
Resumindo, nossas experiências diárias são despejadas em forma de uma estrutura complexa, que molda nossa interpretação. Essa interpretação se alimenta com cada vez mais experiências, que vão se filtrando automaticamente com a "conexão natural".
Onde entra o inconsciente coletivo? Exatamente nessa filtragem é onde mora o acesso à essa conexão. Assim como todos os elementos físicos do universo, estamos conectados à essa imensa complexidade do caos, mesmo sem percebermos tal "dom" natural. Estamos conectados à um "banco de dados" onde são atualizados todos nossos resultados destas interpretações perante o universo visto diante de tantas mentes ativas. É claro que há uma freqüência de operação, alinhada naturalmente pela nossa evolução, dessa forma só podemos receber as informações à altura de vosso intelecto.
Nossa tradição de manter a seriedade da história, mesmo que das representações abstratas e irreais dos ícones adotados (principalmente pelas diversas religiões já criadas), serve como plataforma dessa nossa memória. Herdamos as memórias dos nossos antepassados, através da supra-consciência que está sendo cada vez mais estudada, mesmo que em um meio científico oculto.
Sonhamos com acontecimentos em tempo real do outro lado do mundo, ainda sob nosso filtro interpretativo, mas sonhamos. E temos isso despejado de forma cada vez menos subjetivas nos nossos 5 sentidos. Quando sonhamos, ainda temos tais sentidos nos auxiliando na estrutura básica da interpretação à definir toda essa plataforma de memórias herdadas e ainda sim usamos a nossa conexão para receber as informações do mesmo banco de dados mental.
Por sorte, nossa humanidade vem destilando vários sentimentos complexos em símbolos diversos, os arquétipos, de Jung*. Tais símbolos, ou melhor, ícones; São úteis para um estudo mais preciso da mente oculta, tal particularidade que dividimos espaço entre um dia ou outro, quando sonhamos, etc.
Estamos em sintonia com um universo resultante do caos expansivo, talvez até fatiado em dimensões temporárias. Nos comunicamos conscientemente, e principalmente inconscientemente utilizando o dom natural do inconsciente-coletivo. Que quando bem interpretados, nos permitem ler os ícones arquétipos de forma a poupar a falta de nexo, preenchendo esta com significados que nos fazem sentido a medida que absorvemos a cultura histórica humana. Tal cultura, quando refletida sob o contexto simbólico, faz todo o sentido unida à estas experiências inconscientes durante os nossos sonhos. Apenas para efeito de curiosidade alheia, os Shamans de muitas religiões tinham acesso a estas informações por meio de distorções conscientes, que os deixavam em um meio termo entre o estado consciente e o inconsciente.
Vale lembrar que os sentimentos primordiais da vida, como o medo, o amor, o ódio, etc, nos causam interpretações errôneas dos dados do inconsciente-coletivo, porém, sob certo policiamento e auto-controle, logo torna tais dados recepções neutras, livres para serem absorvidas de forma fria e inteligente.
Para finalizar, quero deixar claro que isso não passa de uma teoria em evolução. Acredito que ainda há muito o que lapidar dessa confusa definição de inconsciência-coletiva. É um estudo pessoal, mas direcionado, desta faceta mental. Está suficientemente comprovado pra mim a existência desta conexão com o universo, por meio de experiências pessoais seguras e concretas na minha vida. Portanto, cabe ao leitor deste breve texto encarar o assunto como confiável ou não, nunca é tarde para evoluir, e adaptar novos dados à teoria. Minha interpretação, mesmo que às vezes sujeitas a termos ingênuos (por serem pessoais e pertencentes ao meu estudo), é somente minha, porém aberta à sugestões externas e enriquecimento por meio de troca de experiências e conversas paralelas com outros interessados no assunto.
-Alex Martines
*Carl Gustav Jung
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