sábado, 11 de dezembro de 2010

Breve trecho - Ensaio de Ficção Espacial Cap. *A visão de Andromeda*

ATENÇÃO - ESTE TRECHO NÃO FAZ MAIS PARTE DO MEU "PROJETO DE FICÇÃO" E SOMENTE AQUI ESTÁ PARA A LEITURA! - - - - MOTIVO: NÃO GOSTEI!...rs


Observei aquilo sem pensar em mais nada, lá estava ela, Andromeda. Seu brilho não era como nas revistas e imagens artificiais, tinha uma profundidade que jamais havia visto em nenhum local que passara no universo.

As luzes da Gardenia* se apagaram, inclusive a do corredor onde eu observava aquela gigante lilás. Somente sua luz firme e parecida em intensidade com a da luz da lua sobre a terra reinava sobre minha face aterrorizada com tamanha grandeza. Era linda, não havia palavras para decifrar o aperto no meu peito que aquela imagem causava. Um dos mecânicos da Gardenia comicamente já havia me dito certa vez que o melhor dos orgasmos que ele tivera na terra não chegava aos pés daquela sensação próximo à Andromeda, pois é, estou pra dizer o mesmo.

Ouvi um pequeno e discreto soluço, forcei minha vista para fora da vista e pude ver, na outra ponta da janela, uma garotinha de cerca de 10 anos chorando muito com as mão tremulas na face, observando abismada o centro de Andromeda. Voltei lentamente meu olhos também molhados para aqueles braços espirais marrons, que refletiam ligeiramente a fortíssima luz vinda do centro.

Aquele momento parecia ser eterno, chorei 3 vezes seguidas ao ver aquilo, foi verdadeiramente mágico.

Minhas pernas estavam tremulas de emoção mesmo após 50 minutos de observação, ninguém no corredor conseguia tirar os olhos da assombrosa galáxia, a luz levava milhões de anos para atravessar aquela massa colorida, eu não conseguiria dar nome àquelas cores, de tão fantasticamente nebulosas entre a poeira visual que era meio que translúcida. E tantas bilhões de estrelas vagavam estáticas diante dos meus olhos.


As luzes se acenderam novamente depois de uma hora e meia, e a garotinha já dormia em seu andar enquanto eu tomava um café no andar 7-L, no horário da Gardenia eram 2:06, e eu ainda não havia falado com Jéssica sobre minhas reais intenções sobre a recuperação da suposta proa vagante da Marilian-09, a qual nos aproximávamos, faltavam apenas 2 semanas para o encontro com os arredores da gigantesca sucata.

Jéssica provavelmente estava acordada mas eu ainda não dormira, e mesmo assim, seria melhor programar as coordenadas de interceptação da Marilian, Jéssica era séria demais para eu chegar apenas com a intenção de participar da missão de resgate, seria melhor eu ao menos fazer a programação da interceptação antes de confirmar minha presença na tripulação.

Pedi um segundo café antes de o comandante anunciar que em breve começaria o período de silêncio nos andares periféricos, eu estava correndo o risco de ficar as escuras nos corredores até encontrar meu quarto, eu era novo na nave, ainda não me acostumava com o complexos caminhos da Gardenia. Além do mais, uma nave que comporta 9000 pessoas não era das pequenas. Guardei meus papéis na minha pasta e terminei o café já morno antes de deixar a cafeteria.

Corredores já desertos, cruzei com a vidraça do jardim do hospital iluminado para o natal com luzes azuladas e sorri com a vaga ironia de estarmos tão longe de onde o natal era comemorado em terra. O natal fica tão insignificante diante da galáxia que eu vi agora a pouco, tão minúsculo e medíocre. Aliás, muita coisa que pra mim era importante fica ofuscada por aquela princesa espiral que roubou minha expressão boquiaberta por tanto tempo. Quando despertar verei-a novamente para começar bem o dia. Amanhã confirmo minha presença na tripulação para a interceptação da Marilian-09, ou melhor, da proa abandonada dela.

Chego à porta do meu quarto meditando sobre Andromeda, ainda baqueado com a visão, então passo o cartão para o meu banho e meu merecido sono. Mais um dia do meu despertar na Gardenia, estava começando a me acostumar com a viagem e seus efeitos complexos.


continua....

Nenhum comentário:

Postar um comentário

à vontade...