quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Chuva Fria


Chuva fria, calma dança das águas
leve e contínua, constante inspiração
vê-te na queda com tanta beleza
andarilha dos céus, refresco da geada
apaga o brilho do sol ordinário
tens sempre bons motivos para vir
cada dia de frio lhe é bem servido
e na mata faz sonata ao cair
nos rios entra no compasso da correnteza
na tremula cidade de pedras, domina
no altar dos picos montanhosos renasce
sugere ao poeta seu tema, sua paixão
nem que triste seja seu coração
na simplicidade do gramado externo
cai na maravilha de seus passos
bailarina d'agua, cintilante pouso
sua sensualidade atrai meu olhar
na vidraça, triste céu pálido
adormeço na minha depressão
caindo no buraco que de tão fundo
acordara antes de chegar ao seu fim
seu sussurro ainda permeia na janela
lágrimas secam, mas você minha deusa
não permite que estas sejam falsas
leve chuva gelada, você me diz sempre...
...que a vida é triste, e como é triste...
mas ainda sim é real!

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