
No meu passado de dor...
...memorizei meus erros
esqueci meu triunfo
minha alma vagarosa
e meus campos petrificados
minha aparente queda
o espelho não mais me encarava
meus olhos, não mais os via
não mais, acabara ali o meu encanto
estou mais próximos dos cantos
mais a vontade com o breu cego
desgraçada angústia da manhã
a podridão de um novo dia
camadas de visões pessimistas
impediam-me de sair de casa
morram doces jovens do futuro
adoeçam pobres sombras do passado
calarei cada hipócrita ativo
cada Messias imaculado
faço das minhas mãos hereges
veja os alvos no alto céu da falsa hierarquia
seu "Deus" está morto, eu mesmo o enterrei
na alta e vultuosa montanha de sangue
oh, minhas pagãs carbonizadas
minhas dádivas naturais
adoram a tal da Lua
surgem com vigor da caverna de Platão
de posse da cabeça putrificada....
...de uma imagem fraca e imunda de um louco sagrado
...estou no alto de minha tristeza, convertida em fúria
de minha raiva nascem os novos conceitos
bravos heróis renascentistas, ouçam-me
siguemos o norte verdadeiro...
esta noite somos ricos, somos a libido na carne
somos do osso à pele o banho real
deixem que os pobres prometidos do paraíso engulam seco
suas desilusões previstas pela natureza carnal
deixem que sofram o que sofremos por bem
o que me tornou, um mero pagão...
um mortal que vive a imensidão inexplorada
que chora, sorri, e um dia morre
vida longa a carne...
Oi! muito, mas muito obrigada mesmo por ter comentado no meu blog! tuas palavras foram lindas e cairam tão bem, parecia que era a hora certa sabe? Então, que poema forte ein? nossa, é daqueles que tu lê e tem que ler de novo e de novo de tão impactante e rico em informações, em sentimentos, em angústias! eu adoro poemas assim, e quero te parabenizar, pois fazer poemas não é nada fácil, e ainda com uma temática como essa, meio que renascentista sobre a questão da religiosidade (não sei se entendi direito, mas as ultimas estrofes foram impactantes!!!). Muito mas muito bom mesmo. Parabéns, me encantei com o blog e vou procurar lê-lo sempre que puder! Abraços, Mell.
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